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Por Luana Assiz
O Coletivo de entidades Negras (CEN) lançou na última sexta-feira (28) a 3ª Caminhada Pela Vida e Liberdade Religiosa, no Bahia Othon Palace, em Ondina. O encontro reuniu 100 coordenadores de terreiros, 80 de Salvador e 20 de cidades do interior do Estado, além de representantes de comunidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A meta dessas lideranças é agregar pessoas para a série de eventos que compõem a mobilização, entre os dias 22 e 25 de novembro.
Para ampliar as parcerias, uma das mesas de discussão foi composta pelo secretário Luiz Alberto (Secretaria de Promoção da Igualdade - Sepromi), a vereadora (PC do B-Ba) Olívia Santana, o Secretário Municipal de Reparação, Gilmar Santiago, o superintendente da Secretaria Municipal de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente (Seplam), Ari da Mata e Maria Teresa, representante estadual do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud). Também integra a lista o diretor do Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia (Irdeb), Póla Ribeiro. Os participantes assistiram ao vídeo produzido na 2ª Caminhada do Povo de Axé.
De acordo com Marcos Resende, coordenador geral da organização, as caminhadas anteriores trouxeram respostas concretas para a população: “Depois das caminhadas, o mapeamento e a reforma de alguns dos terreiros foram realizados”, afirma. Preocupada com a preservação da pluralidade religiosa, a Macota Valdina, do Terreiro Tanuri Junsara, lamentou a ausência de evangélicos nessas ocasiões – apenas dois estavam presentes no encontro. Macota Valdina também alertou para a discriminação entre as religiões de matriz africana: “Precisamos lutar contra o desrespeito entre os próprios povos de santo. Pessoas do candomblé, de umbanda, de centros de caboclo devem conviver em harmonia”, pregou.
No dia 22 de novembro, o CEN pretende reunir mil pessoas na Assembléia Legislativa, em sessão especial, na qual serão reivindicados direitos das comunidades negras. Nos dias 23 e 24, haverá um seminário, com a participação de representantes de todos os segmentos religiosos, para discutir questões que viabilizem a diversidade religiosa e o respeito aos diferentes dogmas. Ato principal da programação, a 3ª Caminhada encerrará as mobilizações das comunidades religiosas.

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