sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Começam as atividades do II Fórum Social Nordestino

Por Luana Assiz
Entidades representantes dos nove estados do nordeste brasileiro estão reunidas em Salvador, desde ontem (02), para o II Fórum Social Nordestino, que será encerrado domingo (05) e tem como foco a defesa da revitalização do Rio São Francisco e o repúdio ao processo de transposição. Mais de trinta organizações fazem parte da coordenação do evento, entre elas a Unegro (União de Negros pela Igualdade) e a Renaf (Rede Nacional Afro).

Com a frase “Um outro Nordeste é Possível”, o encontro pretende articular as organizações da sociedade civil na construção de um novo modelo de desenvolvimento. Cátia Cardoso, coordenadora do Cáritas Brasileira Regional Nordeste III, uma das instituições organizadoras, explica que os debates realizados não têm caráter deliberativo. “As atividades do Fórum não culminam na produção de documentos, o que fazemos aqui é debater experiências diferentes com o intuito de democratizar a sociedade”, afirma.
Está previsto no Fórum a realização de conferências, seminários, oficinas, feira solidária e festival de artes. A programação também inclui o II Forinho, frequentado por crianças e adolescentes, parentes dos participantes do Fórum. Um dos seis eixos de discussão do evento é a “eliminação de todas as formas de discriminação”. O tema será discutido em uma das conferências realizadas amanhã (04), que terá a participação de Vilma Reis, integrante do Ceafro. Palestrante da oficina que debate a integração latino americana e a luta contra o imperialismo, o deputado estadual pelo PcdoB, Javier Alfaya, comemora a realização do II Fórum Social Nordestino. “Eles representam a luta dos de baixo”, afirma.

A primeira edição do Fórum Social Nordestino aconteceu em 2004, em Recife, tendo como tema central a violência contra a mulher. De acordo com Cardoso, a realização dos fóruns tem aumentado a articulação da sociedade civil nordestina, pois “eles facilitam a fiscalização do poder público pelas sociedades nordestinas, que estão cada vez mais críticas”, declara. A organização do evento prevê a participação de aproximadamente 5 mil pessoas.

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